A PRODUÇÃO HISTÓRICA DE VIOLÊNCIAS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: entre estruturas, culturas e símbolos

Autores

DOI:

10.62246/HISTEMAT.2447-6447.2026.12.791

Palavras-chave:

Violência estrutural, Violência cultural, Violência simbólica, História da educação matemática, Poder

Resumo

Com este artigo, intentamos evidenciar como a violência se constitui e se estabiliza historicamente como uma cultura na educação matemática. Fundamentado nas categorias de violência direta, estrutural e cultural de Johan Galtung e no conceito de violência simbólica de Pierre Bourdieu, analisamos como práticas, discursos e estruturas escolares têm operado na normalização, hierarquização e exclusão de sujeitos. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e interpretativa, que toma como corpus oito trabalhos acadêmicos desenvolvidos no campo da Educação Matemática, mobilizados como registros sintomáticos das experiências de estudantes e docentes. A análise transversal dessas produções possibilita evidenciar recorrências de medos, silenciamentos, humilhações, autoritarismos, desigualdades de gênero, sexualidade e origem social, evidenciando a presença de uma cultura de violências que atravessa fortemente o ensino de matemática. Apontamos que tais violências são sustentadas por discursos de neutralidade, mérito e naturalização da dureza, que legitimam práticas normalizadoras e produzem subjetividades ajustadas. Assim, a violência não é compreendida apenas como evento pontual, mas como elemento cultural historicamente produzido e naturalizado nos processos de escolarização. Defendemos, por fim, que problematizar historicamente essas engrenagens é condição para deslocar a Educação Matemática de um espaço de reprodução de desigualdades para um campo de resistência, emancipação e produção de outras histórias possíveis.

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Biografia do Autor

Marcelo Bezerra de Morais, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN

Doutor em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista (Unesp/Rio Claro). Docente da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e dos Programas de Pós-Graduação em Ensino (PosEnsino – UERN/Ufersa/IFRN) e Educação (POSEDUC/UERN e PPE/UEM). Membro do Grupo de Pesquisa História Oral e Educação Matemática (Ghoem).

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Publicado

2026-07-01

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Como Citar

BEZERRA DE MORAIS, Marcelo. A PRODUÇÃO HISTÓRICA DE VIOLÊNCIAS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: entre estruturas, culturas e símbolos. Revista de História da Educação Matemática, São Paulo, v. 12, p. 1–19, 2026. DOI: 10.62246/HISTEMAT.2447-6447.2026.12.791. Disponível em: https://histemat.com.br/index.php/HISTEMAT/article/view/791. Acesso em: 26 set. 2026.

Edição

Seção

Dossiê “GT 15 – IX SIPEM”