GEOMETRIA DEDUTIVA EM DEBATE NO MOVIMENTO DA MATEMÁTICA MODERNA

Autores

DOI:

10.62246/HISTEMAT.2447-6447.2026.12.771

Palavras-chave:

Geometria do ensino, Normativas, Livros didáticos, Transformações Geometricas

Resumo

Este artigo examina a trajetória do ensino de geometria no Brasil e na França entre as décadas de 1930 e 1970, período que abrange reformas educacionais anteriores ao Movimento da Matemática Moderna (MMM) e o próprio movimento. Fundamentado em pressupostos da História Cultural, o estudo investiga como a geometria dedutiva e, posteriormente, as Transformações Geométricas (TG) foram abordadas em normativas curriculares e livros didáticos. A metodologia envolveu a análise de reformas brasileiras (1931, 1942, 1951), de instruções curriculares de São Paulo (1965-1975) e da França (1950-1978), bem como de livros didáticos representativos. Os resultados indicam que, no Brasil pré-MMM, houve uma restrição gradual da geometria intuitiva em favor de uma Geometria Euclidiana (GE) dedutiva, por vezes com ênfase na memorização. Durante o MMM, apesar das ideias modernizadoras, a introdução das TG nos livros didáticos paulistas (décadas de 1960-1970) ocorreu majoritariamente como apêndice ou justaposição, sem alterar os pilares da GE tradicional, mantendo-se, por exemplo, os casos de congruência. Em contraste, na França, as TG foram integradas explicitamente a partir de 1971, concomitantes a uma reestruturação curricular mais profunda, que incluiu a eliminação dos casos de congruência nos manuais e uma articulação mais forte com o estudo de álgebra e vetores. Conclui-se que as trajetórias de apropriação das TG e da geometria dedutiva divergiram significativamente entre os dois países, evidenciando a complexidade das reformas curriculares e a persistência de abordagens tradicionais no contexto brasileiro.

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Biografia do Autor

Maria Celia Leme da Silva, UNIFESP

Doutora em Educação – Currículo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Professora Associada da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Diadema, São Paulo/SP, Brasil. Professora do Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência da UNESP de Bauru e do Programa de Pós-graduação de Educação Matemática da UNESP de Rio Claro. Endereço para correspondência: Rua Rio Grande 551, ap. 11B, Vila Mariana, São Paulo/SP, Brasil, CEP: 04018-001. E-mail: celia.leme@unifesp.br.

 

Ana Paula Jahn, Instituto de Matemática e Estatística / Universidade de São Paulo

Doutora em Didática da Matemática pela Universidade Joseph Fourier (UJF Grenoble, França). Professora Doutora do Departamento de Matemática do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP), São Paulo/SP, Brasil. Endereço para correspondência: Rua Cardoso de Almeida, 820, ap. 142, Perdizes, São Paulo/SP, Brasil, CEP: 05013-001. E-mail: anajahn@ime.usp.br

 

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Publicado

2026-07-01

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Como Citar

LEME DA SILVA, Maria Celia; JAHN, Ana Paula. GEOMETRIA DEDUTIVA EM DEBATE NO MOVIMENTO DA MATEMÁTICA MODERNA. Revista de História da Educação Matemática, São Paulo, v. 12, p. 1–20, 2026. DOI: 10.62246/HISTEMAT.2447-6447.2026.12.771. Disponível em: https://histemat.com.br/index.php/HISTEMAT/article/view/771. Acesso em: 26 set. 2026.

Edição

Seção

Dossiê “GT 15 – IX SIPEM”

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